Novos desafios da Mota-Engil para 2015

Texto de Carlos Mota Santos, Presidente da Mota-Engil América Latina

A presença do Grupo Mota-Engil na América Latina iniciou-se em 1998, no Peru, tendo efetuado um investimento contínuo no reforço da capacidade de execução e no desenvolvimento de competências técnicas para tornar a Mota-Engil Peru numa empresa diversificada na área de engenharia e construção, e sendo actualmente uma referência no mercado peruano.

Posteriormente, em 2008, a Mota-Engil identificou a América Latina como um dos seus dois mercados externos estratégicos como motores de crescimento, a par de África, tendo desde então iniciado actividades no México, no Brasil e mais recentemente na Colômbia.

No México, em 2008, a Mota-Engil, com a sua participada Ascendi, ganhou uma concessão de uma auto-estrada no estado de Veracruz em parceria com uma empresa espanhola. Essa concessão, que contemplava a construção da infra-estrutura – uma auto-estrada portajada com 60 km, num investimento de quase mil milhões de dólares – foi o arranque das atividades do México e permitiu um conhecimento bastante transversal de uma realidade económica diferente e muito dinâmica e concluir que tínhamos condições e competências para vingar num mercado muito competitivo mas com imensas oportunidades para os serviços que podíamos prestar.

Esse mesmo ano, e também através de uma concessão rodoviária no estado de São Paulo, marcou a nossa entrada no Brasil. Posteriormente o grupo iniciou atividade na área dos resíduos e, já em 2012, iniciou a sua faceta de construtor através da adjudicação de projetos de construção e da aquisição de uma participação maioritária numa empresa de construção no estado de Minas Gerais.

Posteriormente, arrancámos o estudo do mercado colombiano, onde constituímos uma empresa local e onde temos já em construção um projeto para o exército colombiano. Em 2012, o volume de negócios do mercado ascendeu a 314 milhões de euros, o que representa um crescimento expressivo de cerca de 93,1% face ao ano transato. A carteira de encomendas na região veio reforçada, tendo atingido no final do ano de 2012 o montante total de cerca de 867 milhões de euros.

Foi também em 2012 que delineámos o nosso novo plano estratégico Ambição 2.0, que traça o rumo face às metas globais que pretendemos atingir em 2015, e em que a América Latina desempenha um papel fundamental, através de um crescimento de 270% em volume de negócios, para 850 milhões de euros, e com uma contribuição de 25% do EBITDA global do grupo.

A presença do grupo na América Latina, e em particular nestes quatro mercados, é crucial para o crescimento sustentável que marca a nossa estratégia. O nosso primeiro desafio é o de garantir uma eficiência cada vez maior da própria organização, dos seus meios operacionais e da adaptação a uma nova realidade empresarial de maior dimensão face ao crescimento verificado nestes últimos anos, o que sendo um desafio muito difícil, é igualmente uma oportunidade única.

A Mota-Engil é uma empresa atrativa nos mercados da América Latina, pois detém uma enorme experiência numa série de sectores – desde a engenharia e construção, passando pelos resíduos, águas, logística, portos e concessões – que serão nos próximos anos fundamentais para o desenvolvimento daquelas economias. Este ano as previsões de FMI apontam para uma contração de 0,5% da zona euro, enquanto o Peru tem uma perspetiva de crescimento de 6,2%, atingindo o Brasil os 3.0%.

Somos um grupo português, inseridos num contexto económico e financeiro difícil, o que torna o desafio de crescimento nos mercados da América Latina ainda mais árduo. Para que isso se concretize é fundamental o processo que agora estamos a finalizar e que passa pela criação de uma holding regional que irá concentrar todas os negócios do Grupo Mota-Engil na América Latina.

Marcar a nossa atividade através de uma empresa regional possibilita-nos aceder à banca e a fundos de pensão e investimentos regionais para os investimentos necessários ao crescimento, bem como alavancar parcerias com players latino-americanos que nos permitirão uma melhor gestão do risco e um conhecimento mais profundo do mercado e do seu modo de funcionamento.

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