Oficina sobre Teatro do Oprimido na UC

16 e 17 de abril
10h00 – 13h00 | 15h00 – 19h00
Sala 1 do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
Entrada gratuita, mediante inscrição

O sociólogo José Soeiro vai levar a cabo nos dias 16 e 17 de abril, no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, uma oficina sobre O Teatro do Oprimido como ferramenta de investigação. Na oficina serão utilizados os diferentes jogos e exercícios do teatro do oprimido, com especial foco para a dramaturgia do teatro-fórum.

A iniciativa, que se desenvolve no âmbito do projeto BIOSENSE – O envolvimento da ciência com a sociedade: Ciências da Vida, Ciências Sociais e públicos, é de entrada gratuita reservada a um máximo de 20 participantes, que deverão inscrever-se.

O investigador José Soeiro desenvolve projetos ligados ao Teatro do Oprimido desde 2002, em diferentes coletivos, associações, escolas, aldeias, instituições e movimentos sociais. Foi responsável pelo projeto Estudantes por Empréstimo, o primeiro projeto de teatro legislativo em Portugal, enquanto exerceu o mandato de deputado à Assembleia da República. Tem dinamizado oficinas de Teatro do Oprimido em Portugal, Croácia, Espanha, Itália, EUA.

O Teatro do Oprimido, método político-teatral criado pelo brasileiro Augusto Boal, toma como ponto de partida uma inquietação profunda: será possível restituir a todos a capacidade de ser simultaneamente espectador crítico do que acontece e criador ativo da realidade? As suas hipóteses são também ambiciosas: “toda a gente pode fazer teatro, até os atores”; é preciso “devolver ao povo os meios de produção teatral”; um teatro transformador não é o que apresenta uma realidade fechada, mas o que coloca um problema que cabe ao público discutir e, sobretudo, transformar. No Teatro do Oprimido, o público rompe a parede invisível que separa palco e plateia, os que observam (espetadores) dos que detêm o monopólio da ação (os atores).

O teatro-fórum, provavelmente a modalidade mais difundida do Teatro do Oprimido, é hoje utilizado em centenas de países no trabalho social, político e educativo. Em Portugal, há vários grupos comunitários que o utilizam como uma arma para pensarem as suas dificuldades e ensaiarem as transformações que pretendem pôr em prática.

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