Com Francisco I o papado desloca-se para o Sul

A festa na Praça de S. Pedro, em Roma, depois de conhecido o nome do novo Papa JOHANNES EISELE/AFP

A festa na Praça de S. Pedro, em Roma, depois de conhecido o nome do novo Papa – Johannes Eisele/AFP

O papado desloca-se para o Sul – Público
«Em 1910 viviam na Europa 65% dos católicos de todo o mundo. Hoje são apenas 24%. O catolicismo europeu resiste mal à secularização das sociedades e à crescente indiferença religiosa. É nas Américas, na África e na Ásia que mostra maior pujança. Este é o pano de fundo da eleição do primeiro Papa não europeu. […] O Brasil tem mais de 128 milhões de baptizados. Apenas três outros quatro países têm mais de 50 milhões de católicos: o México, os Estados Unidos e as Filipinas. O anglo-americano Philip Jenkins, historiador das religiões, chama a atenção dos europeus para que “dentro de 20 anos a África terá mais católicos do que a Europa e que, em 2030, três quartos dos católicos estarão na América Latina, na África e na Ásia” (The New Republic, 13 de Fevereiro).»

São Pedro – Rubens

Does the Pope Matter? – Gary Willis/New York Review of Books
«The next pope should be increasingly irrelevant, like the last two. The farther he floats up, away from the real religious life of Catholics, the more he will confirm his historical status as a monarch in a time when monarchs are no longer believable. Some people think it a new or even shocking thing that so many Catholics pay no attention to papal fulminations—against, for instance, female contraceptives, male vasectomies, condoms to prevent the spread of AIDS, women’s equality, gay rights, divorce, masturbation, and artificial insemination (because it involves masturbation). But it is the idea of truth descending though a narrow conduit, straight from God to the pope, that is a historical invention.»

Un hombre modesto acostumbrado a ser el primero – Alejandro Rebossio/El País
«Bergoglio se ha distinguido por sus discursos denunciando la pobreza, la corrupción y lo que él llamaba “crispación” política. Siempre se ha mostrado austero y reservado. Los discursos que irritaban a Kichner y Fernández eran pronunciados en homilías. Ha hablado pocas veces con la prensa, como cuando en 2010 negó en una entrevista con el periódico Perfil cualquier colaboración con la dictadura y contó que había ayudado a los jesuitas perseguidos. Bergoglio llegó a ser citado para declarar como testigo en los juicios por los crímenes del régimen. […] Él siempre representó la alternativa frente a los más ortodoxos del catolicismo argentino. Este sacerdote de la Compañía de Jesús, poderosa orden de intelectuales dentro de la Iglesia, muchas veces enfrentada con Roma y en los últimos tiempos con el Opus Dei, también se ha distinguido por permitir que los curas más progresistas de su diócesis se desempeñaran con bastante libertad. En 2005, cuando fue elegido papa Benedicto XVI, Bergoglio fue el candidato opositor, el que representaba a la moderación frente al más extremo conservadurismo. El papa argentino además no tiene nada que ver con la burocracia vaticana. Es más: poco le gustaba tener que viajar a Roma.»

Francisco veio da Argentina e Roma aplaudiu – Público
«Cá em baixo, algumas dezenas de argentinos e muitos outros latino-americanos nem sabiam como reagir. Na dúvida, saltavam, gritavam, riam, abraçavam-se e choravam. “É impressionante”, dizia a colombiana Maria Cecília. “Deus, Deus, Deus. Que emoção, por Deus, é argentino”, exclamou a argentina Susana, aos abraços à colombiana. “Podes imaginar o que é que estou a sentir? O que é que significa para mim o Papa ser argentino?”, perguntou Susana, sem conseguir parar quieta um segundo. “Não”, respondemos com sinceridade. “Pues, jo si!” E ainda: “Não posso acreditar! Depois de Bento XVI, com a situação da Igreja assim… É o primeiro Papa latino-americano. E é um santo, muito boa pessoa”. A primeira oração de Francisco foi em homenagem a Bento XVI e isso valeu-lhe um enorme aplauso. “Quero rezar pelo nosso Papa emérito.” Pai-nosso, Ave-maria, e depois: “Peço-vos um favor, rezem por mim”. […] Maria Cecília é colombiana mas vive há dois anos em Roma. “Vivi este conclave muito de perto e tinha todas as esperanças… Agora, posso acreditar que Deus existe e que a justiça existe. Porque havia muitas coisas que não estavam bem, eu sei, eu trabalho ali dentro”, diz a jovem de 35 anos, à espera que Francisco traga para Roma “esta felicidade contagiosa” da religião vivida na América Latina. “Com este Papa as minhas esperanças de mudança podem tornar-se reais”, diz ainda. “A justiça existe e acredito que hoje tenha começado uma mudança importante para toda a humanidade.”»

Viajó a Roma convencido de que no sería elegido – Joaquín Morales Solá/La Nación
«El Papa del fin del mundo, como él mismo se llamó, se fue de Buenos Aires convencido de que volvería como cardenal. “No tengo ninguna posibilidad de ser papa. La edad me juega en contra esta vez”, me dijo cuando nos despedimos pocos días antes de que viajara a Roma. […] El papa Francisco es una mezcla equilibrada de pastor y de político. Sus primeras decisiones y palabras lo pintan de cuerpo entero. Eligió llamarse Francisco en homenaje a Francisco de Asís, el santo que pidió por una Iglesia más interesada por los pobres y que practicó la pobreza.»

O Neófito – Gustave Doré

O Neófito – Gustave Doré

Honesto, rigoroso, frugal, conservador, mas moderado – Público
«O cardeal argentino de 76 anos vive sozinho, cozinha as suas próprias refeições, viaja de transportes colectivos, responde à mão a todas as cartas, vibra com o tango e o futebol e emociona-se com a literatura de Borges. […] Ao contrário de outros cardeais latino-americanos, afastou-se da Teologia da Libertação e outras correntes progressistas – é, pelo contrário, um simpatizante do movimento Comunhão e Libertação, acarinhado por João Paulo II e Bento XVI, mas associado a alguns escândalos políticos em Itália. Respeita as tradições centenárias da Igreja e opõs-se às tentativas recentes de “liberalização” e “inovação” dos jesuítas. Na comparação com o seu antecessor, é descrito como moderado e elogiado pela “forte consciência social”, crítica dos efeitos nefastos da globalização e defesa do “mundo em desenvolvimento”. É um acérrimo opositor do aborto sem qualquer excepção (incluindo em caso de violação) e do casamento gay – “Não sejamos ingénuos: não se trata de uma simples luta política, é uma pretensão destrutiva do plano de Deus”, escreveu Bergoglio em 2010, quando os legisladores argentinos discutiam a lei que legalizou o casamento de pessoas do mesmo sexo. […] Segundo confessou a um repórter do La Nación, ao chegar ao Vaticano só pensava nas palavras do seu pai: “Quando estiveres a subir, cumprimenta toda a gente. São os mesmos que vais encontrar quando estiveres a descer.”»

Pérez Esquivel: “El Papa no tenía vínculos con la dictadura” – Perfil
«Según consignó el portal BBC Mundo, el activista argentino de los derechos humanos y ganador del premio Nobel de la Paz en 1980, negó que su compatriota, el cardenal Jorge Bergoglio, tuviese vínculos con el régimen militar que gobernó a Argentina entre 1976 y 1983, como han señalado algunos críticos del nuevo pontífice. Pérez Esquivel declaró que “hubo obispos que fueron cómplices de la dictadura, pero Bergoglio no”. “A Bergoglio se le cuestiona porque se dice que no hizo lo necesario para sacar de la prisión a dos sacerdotes, siendo él el superior de la congregación de los Jesuitas. Pero yo sé personalmente que muchos obispos pedían a la junta militar la liberación de prisioneros y sacerdotes y no se les concedía”, añadió Pérez Esquivel.»

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