Mota-Engil alia-se à Odinsa para concorrer a PPP na Colômbia

A Mota-Engil é associada da Casa da América Latina e vai, por iniciativa da CAL, protagonizar um road-show a Amarante com Embaixadores latino-americanos nos dias 8 e 9 de março.

[Notícia do Jornal de Negócios] A Mota-Engil fez uma parceria com o grupo de infra-estruturas colombiano Odinsa para participar nos concursos de PPP rodoviárias que vão ser lançadas naquele país, assim como para explorar outros mercados da região.

A informação foi avançada pelo presidente do grupo colombiano, Victor Cruz, na conferência de apresentação aos analistas dos resultados do quarto trimestre, noticiada pelo site “InfraNews”.

No âmbito da parceria, o grupo português terá 10% a 15% de qualquer futura concessionária, enquanto a Odinsa, que liderará o agrupamento, irá deter pelo menos 25%. Do consórcio farão também parte várias empresas locais.

O presidente executivo do grupo colombiano disse na mesma ocasião que o consórcio espera qualificar-se em Junho para as quatro PPP rodoviárias que a Agência Nacional de Infraestrutura colombiana (ANI) lançou a concurso no passado mês de Fevereiro.

Os quatro projectos em questão integram a chamada “quarta geração de concessões” do país, que inclui um total de 30 projectos avaliados em 22 mil milhões de dólares (cerca de 17 mil milhões de euros). Só para estas quatro auto-estradas estima-se um investimento total da ordem dos 1,95 mil milhões de dólares (cerca de 1,5 mil milhões de euros). O financiamento das concessões colombianas está previsto ficar a cargo de portagens em 60%, enquanto os restantes 40% serão pagos pelo Governo.

À Mota-Engil , liderada por Gonçalo Moura Martins (na foto), caberá aportar “know how” internacional, disse ainda Victor Cruz, que acrescentou que o grupo português será um parceiro de longo prazo para a Odinsa em outros mercados da América Latina que interessam ao grupo. Mercados como o Brasil e o México, adiantou.

A Mota-Engil e o grupo colombiano constituíram um dos consórcios interessados na operação de privatização da ANA, mas que acabou por não entregar proposta vinculativa.

Em Novembro do ano passado, num encontro com empresários, no âmbito da visita do presidente da Colômbia a Portugal, o presidente da ANI sublinhou que se as construtoras e concessionárias pretenderem ir para a Colômbia devem fazê-lo associando-se a empresas colombianas, já que, nos concursos, em caso de empate, o Estado decide por quem tiver um parceiro nacional.

A Ascendi, detida em 60% pela Mota-Engil, detém hoje participações em concessões em Espanha, Brasil, México e Moçambique, além de Portugal, assumindo ter projectos em pipeline na América Latina, Índia, Austrália, Reino Unido e África.

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