CAL lamenta morte de Hugo Chávez

A Casa da América Latina lamenta o falecimento do Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, e endereça as suas condolências ao Embaixador venezuelano em Portugal, o General Lucas Rincón Romero.

[O cancro apanhou a revolução a Hugo Chávez, notícia do Público] “Chávez foi, provavelmente, a personagem política da Venezuela mais honesta — e directa — sobre o que aí vinha. Não deixem morrer a revolução, pediu antes de partir pela derradeira vez para Havana (Cuba, onde foi sempre operado e fez a maior parte dos tratamentos contra o cancro), no dia 11 de Dezembro; e disse ao povo para votar em Maduro, nas eleições. Ele, que foi reeleito Presidente em Outubro do ano passado, a falar de novas eleições — adivinhava que não voltaria a exercer?

[…] Hugo Chávez revolucionou a política venezuelana, expulsou companhias estrangeiras, nacionalizou outras, recuperou o poder sobre o petróleo e usou-o para criar riqueza — construiu escolas, hospitais, infra-estruturas. Era um defensor dos pobres e da soberania, diziam os que gostavam dele. Era um autocrático que concentrou demasiados poderes em si (retirando-os às outras instituições políticas) e que para perpetuar o que passou a ser conhecido por ‘chavismo’ fez uma emenda na Constituição para poder candidatar-se indefinidamente à presidência. A revolução precisa de tempo para se implantar e para ganhar raízes, explicou.

Mudou a política social, acabou com as ‘oligarquias predatórias’, retirou a Venezuela de debaixo dos pés do grande capital internacional. E milhões adoraram-no. ‘O povo da Venezuela continuará a seguir o modelo desta revolução mesmo que perca o líder’, disse a um um jornalista da AFP, Miguel, o porta-voz de 35 anos de um dos conselhos comunais do bairro 23 de Janeiro, na zona oeste de Caracas e um bastião chavista. ‘A revolução não morrerá'”

[“El comandante nos dio identidad”, notícia do El País] “Al caminar un poco, en los círculos más gruesos de la esfera, sobresalían las caras largas y las lágrimas sentidas. Durante 14 años en el poder, el chavismo organizó marchas festivas y casi delirantes. Eso este martes era un recuerdo. José Holguín, un vecino de la parroquia San Juan, había llegado con un grupo de camaradas a este velorio improvisado. Aunque se notaba tranquilo, la voz se le quebraba al hablar. “Chávez vivirá para siempre”, dijo este hombre que ha sido un beneficiario en todos los sentidos de la burocracia creada por el Gobierno: es estudiante de la Misión Sucre, el programa social que permite obtener una carrera universitaria en menos tiempo que en una universidad tradicional, y egresado de la Misión Ribas, el programa que gradúa bachilleres de forma expedita. De modo que Holguín quiso agradecerle a Chávez todo lo que hoy está a punto de ser: un profesional universitario tomado en cuenta por el sistema.”

[Postscript: Hugo Chávez 1954-2013, por Jon Lee Anderson para a New Yorker] “What he has left is a country that, in some ways, will never be the same, and which, in other ways, is the same Venezuela as ever: one of the world’s most oil-rich but socially unequal countries, with a large number of its citizens living in some of Latin America’s most violent slums. To his credit, Chávez was devoted to trying to change the lives of the poor, who were his greatest and most fervent constituents.

[…] I asked him why, so late in the day, he had decided to adopt socialism. He acknowledged that he had come to it late, long after most of the world had abandoned it, but said that it had clicked for him after he had read Victor Hugo’s epic novel “Les Misérables.” That, and listening to Fidel.

[…] What is left, instead, after Chávez? A gaping hole for the millions of Venezuelans and other Latin Americans, mostly poor, who viewed him as a hero and a patron, someone who “cared” for them in a way that no political leader in Latin America in recent memory ever had. For them, now, there will be a despair and an anxiety that there really will be no one else like him to come along, not with as big a heart and as radical a spirit, for the foreseeable future. And they are probably right. But it’s also Chávism that has not yet delivered. Chávez’s anointed successor, Maduro, will undoubtedly try to carry on the revolution, but the country’s untended economic and social ills are mounting, and it seems likely that, in the not so distant future, any Venezuelan despair about their leader’s loss will extend to the unfinished revolution he left behind.”

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