Grupo Pestana quer reforçar presença na América latina

[Notícia do Diário Económico] O grupo português está a analisar várias propostas para gerir hotéis de terceiros.

O grupo Pestana assume como prioridade estratégica o reforço da operação na América latina. O grupo turístico de Dionísio Pestana está atento às oportu­nidades que possam surgir no Chile, Peru, Uruguai, Equador e Panamá, sem descurar o fortalecimento da presença nos mercados actuais. O grupo português explora 12 hotéis nesta região.

O administrador responsável pela América hispânica, Luís Araújo, revela que “a prioridade estratégia são as capitais da América do Sul” e o “cresci­mento deverá ser feito nos paí­ses mais representativos”, so­bretudo “através de gestão de unidades”. O responsável subli­nha que o grupo tem “projectos em análise e a maioria repre­sentam contratos de gestão, de­vido à nossa crescente presença nos países da América”.

O grupo estreou-se neste modelo de negócio no Verão passado, com a entrada em fun­cionamento do Pestana Bogotá 100, na Colômbia. E as expecta­tivas são de expansão da activi­dade com base nesta fórmula. “Todos os nossos hotéis são ge­ridos por nós, logo não nos falta experiência neste campo, que nos permite agora ponderar perspectivas de crescimento através da gestão de unidades que não sejam nossa proprieda­de”, explica Luís Araújo. O gestor garante que o grupo está apto a “competir com as gran­des cadeias internacionais” e prova disso é que está ser con­sultado “para propostas de ges­tão de inúmeros projectos pro­priedade de terceiros, em várias partes do mundo”.

Expansão na Colômbia

Com um hotel em operação na Colômbia, o grupo Pestana não descarta a possibilidade de alar­gar a sua presença neste mercado, que considera um dos prio­ritários na América do Sul. Se­gundo Luís Araújo, Bogotá (ca­pital) e as principais cidades colombianas “poderão ser oportu­nidades a aproveitar, bem como toda a componente de lazer – hotéis de praia”.

A Colômbia é um destino cada vez mais procurado, não só na vertente dos negócios mas também do lazer. Como revelou Luís Araújo, há “excelentes condições para o investimento e regras claras para estrangeiros que queiram investir”. A este contexto alia-se estabilidade política, crescimento económi­co, fortalecimento da classe média e uma população jovem. Mas, salientou, o mercado hote­leiro já tem “bons produtos” e os incentivos do governo co­lombiano ao investimento em hotelaria poderão “estar a criar uma situação de oferta excessi­va” em alguns locais.

O grupo Pestana fechou o exercício de 2011 com um volu­me de receitas de 404 milhões de euros, com a América latina a representar 34%. O grupo tem nove hotéis no Brasil, e explora uma unidade na Venezuela, ou­tra na Argentina e, mais recentemente, uma na Colômbia.

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