Chile, Colômbia e Peru entram no radar da REN

2012-11-09 14:48
Miguel Prado, Negócios

A empresa portuguesa alargou o leque de potenciais mercados internacionais na América Latina, num novo plano estratégico que prevê que até 2016 a REN possa construir uma base de activos no exterior na ordem dos 500 milhões de euros.

A REN – Redes Energéticas Nacionais vai avaliar, no âmbito da sua internacionalização, a possibilidade entrar nos mercados do Chile, da Colômbia e do Peru, além do Brasil, que era uma geografia já no radar da empresa portuguesa desde que assinou a parceria estratégica com a chinesa State Grid, sua principal accionista.

O novo plano de negócios da REN até 2016 prevê na América Latina “múltiplas oportunidades no curto prazo”, tendo a gestora de infra-estruturas energéticas indicado que irá agora seleccionar os projectos mais rentáveis em dois ou três mercados entre os quatro apontados na América Latina.

A REN contempla no seu plano estratégico um investimento potencial de cerca de 700 milhões de euros nos projectos internacionais. Esse investimento, informou a empresa aos investidores, deverá concentrar-se de 2014 em diante.

Numa perspectiva de médio e longo prazo a REN coloca o continente africano, onde se incluem, conforme a empresa já havia revelado, Angola e Moçambique, e, adicionalmente, o mercado eléctrico da África do Sul.

O grupo liderado por Rui Cartaxo reitera a sua intenção de também explorar potenciais oportunidades de negócio criadas pela aliança com a State Grid e com a Oman Oil, não só na China e Médio Oriente, mas também na Europa.

Na Europa, a REN tem para já a sua actividade confinada à Península Ibérica, mas o grupo já anunciou que irá em breve participar num estudo de viabilidade para uma nova ligação eléctrica na Irlanda, para escoar energia eólica para a Grã-Bretanha.

A REN admite que a sua base regulada de activos, hoje nos 3,2 mil milhões de euros, possa chegar aos 4 mil milhões de euros em 2016, dos quais cerca de 500 milhões de euros de activos internacionais.

O grupo prevê ainda que as actividades no exterior possam em 2016 contribuir com 50 a 60 milhões de euros para o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que globalmente (incluindo Portugal) deverá situar-se em 600 a 620 milhões.

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