CAL inicia projeto escolar “A minha América Latina”

Lucas Figueiredo

Com o objetivo de promover o conhecimento atualizado e recíproco entre jovens portugueses e latino-americanos, a Casa da América Latina e a Escola Secundária Rainha Dona Amélia, em Lisboa, acabam de dar início ao projeto curricular de turma “A minha América Latina”, destinado a alunos do 8º e 9º anos. Este programa pretende identificar imagens e representações dos alunos sobre os respectivos países e promover o trabalho conjunto entre comunidades escolares de cada país.

Na base desta parceria está o reconhecimento da dimensão intercultural na construção do conhecimento, bem como a concepção de um currículo mais aberto e abrangente capaz de estimular professores e alunos para práticas diversificadas e interdisciplinares de ensino e aprendizagem. História, geografia, ciências naturais, educação visual, educação física e língua portuguesa serão algumas das disciplinas envolvidas.

Para além do trabalho em aula e da exploração dos recursos habituais (manuais e cadernos de atividades, imprensa escrita, atlas e enciclopédias, pesquisas na Internet, dados estatísticos de diversas organizações, programas de TV e filmes), estão previstas atividades como troca de correspondências entre alunos portugueses e alunos latino-americanos do ano escolar correspondente, além de uma programação cultural para o espaço da escola.

“A minha América Latina” prevê que os alunos se dediquem a um país por ano, num regime de alternância, de modo a atingir os objectivos previstos com a máxima profundidade. No ano letivo de 2012-2013 – que corresponde ao ano do Brasil em Portugal e de Portugal no Brasil – é o Brasil o país de estudo.

Foi neste contexto que o jornalista brasileiro Lucas Figueiredo, de Belo Horizonte, visitou a escola na manhã do dia 25 de Outubro, onde conversou com os alunos sobre “a corrida dos portugueses ao ouro do Brasil”, tema do livro que  acaba de publicar em Portugal, “A última pepita” (editora Marcador). Lucas enalteceu o espírito aventureiro dos portugueses, falou dos mitos indígenas que brincavam com a imaginação dos bandeirantes que corajosamente avançaram Brasil adentro, das milhares de pessoas que saíam do Minho e de Trás-os-Montes rumo a Lisboa para apanhar um barco, enfrentando as condições mais adversas, fenómeno que marcou um dos períodos mais importantes das relações entre os dois países, registando-se a maior emigração desde sempre na história.

Os alunos fizeram perguntas ao jornalista, desde o seu clube de futebol à escolha e dia-a-dia da sua profissão. No fim dedicaram a Lucas poemas de Carlos Drummond de Andrade e de Eugénio de Andrade. Uma das alunas, luso-brasileira, filha de imigrantes brasileiros em Portugal, comentou a emoção de encontrar um brasileiro da sua cidade, Belo Horizonte.

Lucas Figueiredo venceu vários prémios de jornalismo no Brasil: os prémios Esso (2004, 2005 e 2007). Jabuti (2010), Vladimir Herzog (2005 e 2009), Imprensa Embratel (2005) e Folha (1997), entre outros. As suas reportagens foram publicadas em mais de vinte jornais, revistas e rádios do Brasil e do estrangeiro, entre eles a Folha de S. Paulo e o serviço brasileiro da BBC.

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