Conferência Top Exporta 2012 debateu exportação para América Latina

A Casa da América Latina participou na conferência Top Exporta 2012, que decorreu no dia 26 de setembro e foi promovida pelo Banco Santander Totta e pelo Diário Económico. No Hotel Ritz, em Lisboa, foram debatidas experiências e oportunidades de exportação, com um forte enfoque na América Latina.

Numa intervenção de enquadramento sobre as exportações portuguesas e os seus países de destino, o Presidente da AICEP, Pedro Reis, quis desfazer o mito de que a América Latina é um grande destino exportador português. De facto, indicou, a região representa apenas 4,3% das exportações portuguesas, pelo que “temos de aumentar esta percentagem”.

Num contexto de crescimento das exportações (6,4%) e redução das importações (-5,8%), o défice comercial português foi reduzido mas, de acordo com Pedro Reis, a forte dependência da Espanha faz com que, num contexto de recessão do país vizinho, Portugal deva agora apostar mais em países como Angola, os Estados Unidos ou a China, que “começam a ganhar expressão”.

Ainda assim, salientou, a América Latina é um destino importante e Portugal deveria aprender com Espanha, cujas empresas funcionam “em bloco” e procuram entrar nos mercados latino-americanos conjuntamente.

A América Latina é um destino de investimento “muito interessante”

O líder do International Desk Portugal do Banco Santander, Pedro Correia, salientou que “as nossas empresas estão a descobrir a América Latina e o potencial dos seus diferentes mercados”. O que as trava nesse processo, referiu, é “a dificuldade no acesso ao crédito que o Banco Santander pretende colmatar”.

Jaime Ramagosa, responsável do International Desk América Latina, garantiu que “a América Latina deixou de ser o patinho feio para a economia mundial” e que há vários países latino-americanos entre os mais atrativos do ponto de vista dos investidores. São países “com estabilidade”, com “expetativa de crescimento” nos próximos anos, ao contrário do que se verifica na zona euro.

Ramagosa especificou que o Brasil e o México detêm uma “grande massa crítica” e que o Peru, o Chile e a Colômbia são “muito interessantes” como destino de investimento. A América Latina está a desenhar “grandes planos de [captação de investimento em] infra-estruturas”, mas um potencial problema da região pode ser alguma “instabilidade política”.

Eduardo Coifman, o responsável do International Desk Brasil, disse que no país há 60 milhões de consumidores que têm maior poder de compra agora, após terem ascendido em termos socioeconómicos. O “grande celeiro do mundo” é, no entanto, um país protecionista, onde parte significativa dos lucros das empresas é estatizada e onde o licenciamento da exportação de capitais pode durar quatro meses.

Na conferência houve também espaço para a apresentação de casos de sucesso na exportação portuguesa para todo o mundo. Particularmente a Lusiaves, a Sugalidal e a Sogrape, que estão presentes na América Latina, especificamente na Colômbia (no caso da Lusiaves), no Chile (a Sugalidal) e na Argentina (a Sogrape).

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