Brasil será o quinto mercado consumidor mundial em 2020, diz ministro

[Notícia do Jornal de Notícias] O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, afirmou, esta quarta-feira, que a economia do Brasil está a acelerar na segunda metade deste ano e vai continuar a crescer, prevendo que em 2020 o país será o quinto mercado consumidor do mundo.

“Em 2020, o Brasil será o quinto mercado consumidor do mundo”, afirmou Mantega numa conferência de imprensa em Paris, no final de um encontro com presidentes e altos quadros de 14 multinacionais francesas com interesses no Brasil.

O ministro referiu que a economia europeia vai continuar a estar sob o peso da crise do euro e que “há de pensar em dois ou três anos para sair do problema”.

“O mercado europeu vai continuar estagnado nos próximos anos”, disse, depois de enumerar uma série de questões pendentes e os atrasos de ativação que ocorrem em alguns mecanismos, como o mecanismo europeu de estabilidade ou a união bancária, o que, no seu ponto de vista, gera incertezas e dificulta a recuperação.

Mantega, que na terça-feira se reuniu com o ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, disse que o responsável pelas Finanças em França mostrou “interesse em que as coisas avancem”, mas também recordou os diferentes interesses entre os europeus.

O ministro brasileiro disse ter explicado aos empresários franceses as razões pelas quais o Brasil “reúne as condições para continuar a crescer, apesar da crise”, em particular graças à “base sólida” que não existe nem na Europa, nem nos Estados Unidos, que enfrentam problemas de défices.

Mantega argumentou que essas bases oferecem margem para realizar programas de infraestruturas, juntamente com ajustes de custo, insistindo que o Brasil tem “um mercado interno que não deixa de crescer”, com “uma classe média que cresce” e que vai continuar assim, beneficiando a criação de novos empregos.

O ministro brasileiro disse que, embora os salários estejam a subir, estão “a reduzir o custo da mão de obra”.

Negou que haja um risco inflacionário no Brasil e assegurou estarem erradas as previsões dos que acreditam que não se vão cumprir os objetivos dos preços estabelecidos pelo banco central.

Mantega mostrou-se contra a decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos, na semana passada, de comprar dívida imobiliária em massa, que prejudica os países emergentes, como o Brasil, com o impacto que tem sobre o tipo de câmbio entre o dólar e o real.

O ministro brasileiro acrescentou esperar que depois das eleições nos Estados Unidos, em novembro, o Governo de Washington ponha em marcha uma política fiscal para estimular a atividade e o consumo.

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