Cineasta argentino Lisandro Alonso convidado do festival CineCôa

[Notícia do Público] Dar a conhecer em Portugal a obra de um dos mais consagrados realizadores franceses contemporâneos, Benoît Jacquot (n. 1947), e revelar um cineasta emergente, o argentino Lisandro Alonso (n. 1975), com a presença dos próprios, são grandes apostas da segunda edição do festival CineCôa, a decorrer de 27 a 30 deste mês e cuja programação foi ontem anunciada em Lisboa.

Ao segundo ano, o festival “já se aproxima do figurino que para ele pensámos em 2011”, diz ao PÚBLICO o director artístico, João Trabulo. Isso passa pelo aumento do número de filmes – no auditório municipal e no Museu do Côa -, mas também pela criação de novos programas, entre os quais o CôaLab, “um concurso internacional para projectos em desenvolvimento”, explica Trabulo. Entre os dez pré-seleccionados há quatro portugueses, e os três melhores receberão prémios pecuniários e em serviços de pós-produção. “Nesta altura de crise e de falta de financiamento, achámos que esta era a nossa melhor aposta”, diz o director, lembrando, porém, que este não é um festival competitivo (apenas a secção CôaLab atribui prémios).

Uma retrospectiva dedicada ao realizador italiano Vittorio De Seta (1923-2011), filmes-concerto e um ciclo de cinema e arquitectura são as restantes componentes do festival. Da extensa filmografia de Benoît Jacquot, os portugueses só puderam ver nas salas “Sade” (1999). O CineCôa vai mostrar seis filmes, a começar pelo mais recente, “Adeus, Minha Rainha”, com Diane Kruger como Maria Antonieta nos conturbados tempos da Revolução Francesa – o filme, que abriu o Festival de Berlim, é exibido a 27 de Setembro, dia da sua estreia comercial. E também “Les Mendiants” (1987), rodado em Cacilhas, mas inédito em Portugal.

Os filmes de Jacquot, como os de Lisandro Alonso (“La Libertad”, “Los Muertos” e “Liverpool”), serão depois exibidos em Lisboa, respectivamente no Nimas e na Cinemateca.

Retomando uma aposta da edição inaugural, o CineCôa vai voltar a ter filmes-concerto, com partituras em estreia absoluta: Mário Laginha compôs para um clássico do cinema francês, “L”Hirondelle et la Méssage” (1920), obra inacabada de André Antoine; a nova banda de João “Hipnótica” Branco, os Beautify Junkyards, musicaram o clássico da animação “O Planeta Selvagem” (1973), de René Laloux/Roland Topor.

O novo Museu do Côa será ainda pretexto para um ciclo de cinema e arquitectura, com filmes e debates. Entre os convidados estão os autores do edifício, Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, a franco-brasileira Elizabeth de Portzamparc e Christian Patey, arquitecto e ex-actor de Robert Bresson (O Dinheiro) e de Jorge Silva Melo (Agosto).

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