Roberto Santandreu expõe o “Mar de Camões” na Marina de Cascais

Está marcada para entre 20 de setembro e 20 de outubro próximos uma exposição de Roberto Santandreu. Com o nome Mar de Camões, a exposição na Marina de Cascais (Sala de Exposições – Loja 30 – das 15h00 às 22h00, todos os dias, excepto às segundas-feiras) foca aspetos registados pelo autor chileno na viagem de circum-navegação do Navio-Escola Sagres, em 2010. O fotógrafo, num olhar intimista, articula literatura e imagens, através de textos d’Os Lusíadas, manuscritos a pastel sobre as fotografias, homenageando o poeta e a Marinha Portuguesa.

A Casa da América Latina publica abaixo um pequeno texto introdutório da exposição escrito por Roberto Santandreu:

No dia 28 de Novembro de 1520, Fernão de Magalhães dobrava o Cabo Vírgenes, descobrindo o estreito que levou o seu nome e comunicam os oceanos Atlântico e Pacífico. Este achamento permitiu a realização da primeira viagem de circum-navegação da história da humanidade.
Quase 500 anos depois, a Sagres acompanhou a rota sul do Atlântico, e propôs-se fazer parte do percurso do navegante português ao serviço de Castela.
Desta vez, a Sagres foi portadora do busto de Magalhães que desembarcaria na cidade austral de Punta Arenas no estreito de Magalhães. Um gesto de amizade para com o meu país, na altura das celebrações do bicentenário da independência dos países da América Latina.
Devido a um projecto editorial tive o privilégio de embarcar na Sagres no dia 30 de Março de 2010 para cobrir e registar parte do percurso de Magalhães. Estava previsto desembarcar após dez dias de navegação no porto chileno de Talcahuano. Porém, um forte terramoto seguido de um devastador tsunami obrigou à alteração dos planos, pois a cidade encontrava-se destruída, impedindo que os veleiros da regata comemorativa aí pudessem fazer escala. Continuei então até Valparaíso, chegando a bom porto no dia 13 de Abril.
O tempo suplementar que permaneci a bordo da Sagres possibilitou-me um registo de que não estava à espera. Fotografei com uma perspectiva intimista uma série de aspectos deste navio e do seu quotidiano. Não como um diário de bordo, já que esse não era o objectivo, mas sim como uma forma de me situar e de compreender os tempos heróicos da navegação portuguesa. Um exemplar de Os Lusíadas, presente no NRP Sagres e facilitado pelo seu Comandante, ajudaram-me nesse propósito.
Todas as imagens de minha autoria que integram a exposição “Mar de Camões” foram realizadas na Sagres, a partir da Sagres ou no exterior do navio, no Estreito de Magalhães e nos canais da Patagónia chilena, entre os dias 30 de Março e 13 de Abril de 2010.
Os textos manuscritos sobre as fotografias são de Luís de Camões e constituem um tributo ao poeta e aos homens e mulheres da Armada de Portugal devido aos momentos e vivências ímpares a bordo da Sagres, que comemora neste ano o seu cinquentenário.

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