Médicos querem licenciaturas reconhecidas no Brasil

[Notícia do Diário Económico] Acordo assinado entre universidades dos dois países prevê que engenheiros e arquitectos sejam automaticamente reconhecidos a partir de Dezembro.

Os médicos portugueses também querem ver o seu grau académico reconhecido no Brasil, à semelhança dos engenheiros e arquitectos, e já estão no terreno em negociações com as autoridades brasileiras. Lamentando o facto de não terem sido incluídos no memorando que as universidades portuguesas e brasileiras assinaram terça-feira, a Ordem dos Médicos (OM) reconhece que o Governo do Brasil não está a facilitar o reconhecimento da licenciatura e da especialidade concluídas em Portugal. “Tivemos uma reunião por video-conferência em Abril e fizemos uma proposta às nossas congéneres brasileiras, mas os entraves são mais ao nível governamental”, disse ao Económico Fernando Gomes, membro da direcção da OM.

O médico acrescentou que ainda não receberam “uma resposta positiva do Brasil”, pelo que os clínicos portugueses continuam a ter que fazer exames e provas clínicas eliminatórios para poderem exercer no Brasil. “O Brasil é muito defensivo. Em Portugal, o processo é mais ágil, um cidadão brasileiro, tal como um europeu, vê o seu curso reconhecido numa universidade e a OMinscreve-o desde que tenha actividade clínica nos últimos três anos”. Perante o impasse, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, já tentou usar da magistratura de influência junto do Governo brasileiro.

Para já, no acordo assinado entre os 15 reitores portugueses e os 51 responsáveis pelas universidades federais brasileiras – que a partir de Dezembro passa a reconhecer automaticamente os graus académicos destas instituições – só estão incluídos arquitectos e os engenheiros. Esta prioridade foi justificada pelo presidente do Conselho de Reitores (CRUP), António Rendas, com o aumento da procura do mercado de trabalho brasileiro. “Faz sentido porque é em relação a essas áreas que se verifica um maior fluxo, neste momento, de licenciados portugueses, muitos deles já seniores do ponto de vista da sua actividade profissional”. Fluxo que deverá subir nos próximos anos com o campeonato do Mundial em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 (ver texto ao lado).

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