Enrique Peña Nieto devolve o PRI à Presidência do México

[Texto do Sol/Associated Press]

Enrique Peña Nieto será o novo Presidente do México, dizem os resultados – ainda não oficiais – das eleições de ontem. Com esta vitória, Peña Nieto devolve o poder ao Partido Revolucionário Institucional (PRI), que governou o México durante 71 anos. Período que apenas foi interrompido nos últimos 12 anos, pela liderança do Partido de Acção Nacional (PAN).

Até à data, as contagens dão vitória ao candidato do PRI com 38 por cento dos votos, colocando-o cerca de 7 pontos percentuais à frente do seu rival mais próximo. Com a vitória chegaram as promessas de modernidade, responsabilidade, abertura à crítica e, sobretudo, as promessas de um partido remodelado e distante daquilo que foi no passado.

«Somos uma nova geração. Não há retorno ao passado», disse o recém-eleito Presidente no discurso da vitória. «É hora de seguir em frente», continuou Peña Nieto, numa tentativa clara de convencer os mais descrentes de que o PRI que governou o país desde 1929 a 2000, muitas vezes de forma pouco democrática, não é o mesmo PRI que hoje os mexicanos elegem.

Para trás terá ficado o candidato esquerdista Andres Lopez Obrador, que prefere esperar pela divulgação oficial dos resultados eleitorais (marcada para quarta-feira) antes de assumir a derrota. De acordo com as contagens preliminares, Obrador terá conseguido perto de 31 por cento dos votos.

Recorde-se que, a confirmarem-se os dados, está é já a segunda vez que Lopez Obrador fica a um pequeno passo da vitória. Em 2006, o México paralisou perante os milhares de apoiantes do candidato de Esquerda, que perdeu por uma percentagem mínima para o candidato do PAN, o presidente cessante Felipe Calderón.

O Partido Revolucionário Institucional governou o México durante mais de 70 anos sob o desígnio de um partido único conhecido muitas vezes pela coerção, pela corrupção e pelas eleições fraudulentas, mas também por ter conseguido sempre manter uma tampa fechada sobre o crime organizado e o narcotráfico.

Matéria em que os dois últimos governos do PAN – tanto de Vicente Fox Quesada como de Felipe Calderón – não tiveram tanto sucesso. As batalhas entre as várias redes de crime e o próprio governo traumatizaram o país durante os últimos anos, tirando a vida a mais de 50 mil pessoas.

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