Brasil – Potência em crescimento

[Notícia no OJE]

O Brasil é um grande país para os portugueses, mas pouco mais do que isso.

O volume de transações entre Portugal e o Brasil, e vice-versa, é reduzido. Continuamos a exportar o que sempre exportámos, sobretudo produtos de base agro-industrial, e importamos o que sempre comprámos: produtos não transformados ao nível de matérias-primas e derivados da agro-indústria.

Afinal, estamos como sempre estivemos. O potencial é grande, mas as trocas comerciais são relativamente reduzidas. Diferente é a leitura que se pode fazer a nível de grandes investimentos. Ainda há 3/4 anos, o Brasil era o destino do maior volume de investimento externo português, concentrado na banca, telecomunicações e indústria pesada, caso dos cimentos. Portugal tem sido visto, pelo lado brasileiro, como a porta de entrada na Zona Euro e o nível de investimentos sempre foi muito seletivo, vocacionado também para indústrias pesadas, caso dos aços e dos cimentos. A aposta na indústria com forte componente tecnológica manteve-se muito concentrada na aeronáutica, com o investimento nas OGMA e, mais recentemente, no grande projeto da Embraer, em Évora.

A verdade é que os países “irmãos” sempre tiveram agendas políticas e momentos de desenvolvimento económico centrados em campos diferentes. Portugal concentrou-se na Zona Euro e o Brasil no Mercosul. A aspiração do continente africano em ser o espaço de crescimento económico do futuro de médio e longo prazo alterou esta estratégica e os interesses dos dois países passaram a ser convergentes. Estão ambos concentrados em mercados emergentes de forte crescimento, mas também a apostar nas oportunidades que os dois países prometem entre si.

Para nós, portugueses, o Brasil precisa, no entanto, de ser visto como algo diferente do imaginário. O protecionismo afeta as relações económicas e o desconhecimento do potencial tecnológico português impede a aposta em serviços nacionais. Uma informação recente abre um grande potencial a jovens portugueses, caso avance a ideia das licenciaturas em engenharia e arquitetura portuguesas serem reconhecidas no Brasil.

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