Quem é Silvia Machete

Silvia Machete | Extravaganza

Num tempo em que o mais difícil parece ser imprimir estilo próprio em meio a tantas
novas vozes e rostos, Silvia Machete é um manjar de reis, para citar a letra de uma
canção incluída no CD Extravaganza (Jacobina/Jorge Mautner).

Livre, leve e solta, Silvia é uma excelente cantora e compositora, mas vai muito
além – tem uma das mais cativantes e deliciosas performances de palco de que se
tem notícia. Elogio maior em um país que já nos deu Carmem Miranda, não raro
comparada a ela.

O que Silvia Machete aprendeu nos tempos de artista de rua e na escola do Circo, que
começou a fazer em 1994, têm tudo a ver com isso. “Quando a gente se apresenta
na rua, tem que agradar a todos: crianças, velhos, jovens, pobres, ricos. O desafio é
prender a atenção de quem não está ali pra te ver, mas passando pela rua, indo ou
vindo de algum lugar”, define Machete.

Depois de três anos na Europa e nove em Nove Iorque, Silvia voltou ao Brasil
em 2005 e decidiu bancar a produção do CD “Bomb of Love – Música Safada
para Corações Românticos”, lançado em 2006 pela vida independente e logo
alçado à categoria de item de colecionador (sua atual gravadora, a Coqueiro Verde,
acaba de relançar o CD). Em seguida veio o DVD “Eu não sou nenhuma santa”,
primeiro registro ao vivo da mistura de música pop com bambolês, da famosa pomba
branca nos cabelos, da performance do cigarro de palha, marcas registradas que
acompanham Silvia Machete até hoje.

Os projetos de Silvia, shows e discos, vêm sendo recebidos com entusiasmo, surpresa
e elogios pela mídia. O que ela faz gera notícia, comentários, do jeito que ela gosta.
Dos principais jornais do país a revistas como Poder, Rolling Stone, Época, Serafina
(da Folha de São Paulo), Revista (do Globo), Playboy, Bravo e muitas mais. Jô Soares
e Serginho Groisman também já provaram (e repetiram) do tempero cênico de Silvia
em seus programas.

Extravaganza, seu mais recente CD, repetiu a performance elogiosa na mídia e veio
mostrar que a cantora Silvia pode, perfeitamente, deixar a performática Silvia de lado
quando quer – e se quiser. O show homônimo, que tem casa cheia por onde quer que
passe, arrebatou a crítica: a criteriosa APCA (Associação dos Críticos Paulistas de
Artes) o elegeu o Melhor do Ano de 2010, categoria que havia sido ganha por Ney
Matogrosso em 2009.

Na preparação do álbum lançado no final de 2010, Silvia, fã incondicional de Erasmo
Carlos (ela chegou a montar um espetáculo apenas com as canções do álbum “Carlos,
Erasmo”, do Tremendão), pediu uma sugestão de repertório ao próprio. Erasmo
não pensou duas vezes e sugeriu: “Vamos fazer uma música juntos”? Da proposta,

imediatamente aceita, nasceu “Feminino frágil”, canção que acaba de entrar na
trilha da novela global “Morde e Assopra”. Além da canção, Erasmo dividiu o palco
com Sílvia em várias ocasiões, a última delas como convidado da cantora no
projeto “Sonoridades”, em fevereiro deste ano, com curadoria de Nelson Motta.

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