[Notícia do Diário de Notícias] A entrada da Venezuela no Mercado Comum do Sul (Mercosul), originalmente formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, será formalizada hoje, numa reunião extraordinária em Brasília, sem a presença de representantes paraguaios.
Após um longo processo de mais de seis anos, a entrada da Venezuela ao bloco ocorre entre críticas e polémicas, devido à forma como foi autorizada.
A aprovação foi feita através de uma declaração presidencial, sem a presença de autoridades do Paraguai, que se encontra suspenso do bloco, desde a destituição do ex-Presidente Fernando Lugo, em 22 de junho.
Lugo, que é aliado dos restantes presidentes do Mercosul, sofreu uma destituição “relâmpago” liderada pelo Congresso Nacional do país, num processo que durou menos de 48 horas.
A decisão foi considerada antidemocrática pelas nações vizinhas, sob o argumento de que o ex-Presidente não teve oportunidades para se defender.
Além de criticada, a forma como a Venezuela adere ao Mercado Comum do Sul coloca em dúvida também o seu futuro, uma vez que o Paraguai poderá contestar a decisão quando voltar a exercer as suas funções no bloco.
A previsão é de que a suspensão do Paraguai termine em abril de 2013, após a realização de eleições presidenciais.
A presença na terça-feira em Brasília do Presidente venezuelano, Hugo Chávez, marca também o regresso da sua agenda internacional.
Desde que foi diagnosticado com um cancro, em junho do ano passado, Chávez tem evitado os compromissos externos, com exceção das viagens a Cuba, onde realizada o tratamento.
A Cimeira está prevista para começar às 10:00 locais (14:00 de Lisboa).