Barraqueiro investe 100 milhões para entrar no Brasil

[Notícia do Diário Económico] Grupo de Humberto Pedrosa associou-se à família Feitosa, de Fortaleza, e já comprou uma empresa em Manaus.

O Grupo Barraqueiro prevê investir 100 milhões de euros para entrar no mercado brasileiro, naquela que é a primeira aposta de internacionalização do grupo.

O presidente do maior grupo privado de transporte de passageiros em Portugal, Humberto Pedrosa, revela ao Diário Económico que “inicialmente estava previsto explorar oportunidades de negócios apenas no estado do Ceará, mas depressa percebemos e decidimos que temos de avaliar todo o mercado brasileiro, estado a estado”.

Com o Campeonato Mundial de Futebol (2014) e os Jogos Olímpicos (2016) à porta, o Brasil surge como uma oportunidade de elevado potencial, dadas as exigências que vão ser impostas nas áreas de infraestruturas, mobilidade e transporte de passageiros.

Nesse sentido, o Grupo Barraqueiro estabeleceu uma parceria com a Vega Transportes, empresa brasileira pertencente à família Feitosa e com sede em Fortaleza, capital do estado do Ceará (Nordeste).

O Grupo Barraqueiro definiu o Brasil como mercado prioritário para a estratégia de internacionalização.

Escolheu para parceiro, um grupo parecido, com décadas de experiência no transporte urbano de passageiros e de raiz familiar. Ao Diário Económico, o presidente do Grupo Barraqueiro, Humberto Pedrosa, explica quais os negócios que tem sob mira do outro lado do Atlântico, para aproveitar as oportunidades proporcionadas pelo Campeonato Mundial de Futebol, em 2014, e pelos Jogos Olímpicos, em 2016. Fortaleza e o estado do Ceará eram a meta inicial, mas Humberto Pedrosa cedo percebeu que era melhor alargar a parceria a todo o Brasil, no transporte rodoviário e ferroviário de passageiros. O primeiro alvo da aliança com a família Feitosa foi concretizado na Amazónia, com a compra da participação numa transportadora de passageiros da capital, Manaus.

Qual o objectivo desta parceria com a família Feitosa?

Inicialmente, estava apenas previsto fazer investimentos no estado do Ceará, mas rapidamente decidimos alargar a nossa parceria a todo o território brasileiro. E o primeiro passo foi a compra da empresa de transportes rodoviários de Manaus. Além destes, projectos, devido aos Jogos Olímpicos e ao Campeonato Mundial de Futebol, está previsto o lançamento de concursos para uma série de linhas de metros ligeiros em várias cidades do Brasil. Nós estamos interessados em tudo.

Além da empresa comprada em Manaus, que mais negócios está o grupo a estudar no Brasil?

Estamos à espera de 2013 para abrir um concurso de metro ligeiro em Fortaleza, exigido pelos Jogos Olímpicos. Neste concurso está em causa apenas a exploração. O metro está a acabar de ser construído pela Prefeitura de Fortaleza, que também vai fornecer o material circulante. O prazo ainda não está definido, mas em princípio, a concessão será de 20 anos.

Há mais negócios em perspectiva?

Estamos também a aguardar que arranque um concurso de metro ligeiro em São Salvador da Bahia. Neste caso, o que está em causa é a construção e exploração. Este é um negócio já identificado pelo Grupo Barraqueiro e pelo grupo brasileiro Vega e em que vamos entrar associados. Formámos um consórcio com uma empresa brasileira, do sector da construção.

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