Embaixadores debatem impacto da crise europeia na América Latina

Os embaixadores de países latino-americanos em Portugal reuniram-se ontem no banco Santander Totta para um debate, organizado pela Casa da América Latina, sobre as implicações da crise da Zona Euro na economia dos países da América Latina.

Com o programa de ajustamento da troika para Portugal como tema de fundo, os representantes de 11 dos países latino-americanos (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai) juntaram-se aos líderes das Câmaras de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, Luso-Mexicana e Luso-Colombiana numa conversa que se centrou nos riscos e cenários abertos pelas dificuldades vividas na União Europeia. Foram ainda analisados o enquadramento internacional e as consequências que a crise na Europa terá na América Latina.

Luís Bento dos Santos, o administrador do Santander Totta, que acolheu o debate e é um dos principais bancos da América Latina, mostrou-se satisfeito pela oportunidade de debate suscitada por este tema e disse acreditar “que Portugal continue a ser atractivo do ponto de vista do investimento directo”, nomeadamente por parte de agentes latino-americanos.

Rui Constantino, o economista-chefe do banco, salientou que “Portugal concluiu com algum sucesso o primeiro ano de ajustamento no âmbito do programa acordado com as autoridades internacionais. O Governo Português está comprometido com a redução do défice orçamental e excluindo impactos temporários, em 2011, o ajustamento do saldo estrutural foi muito pronunciado. Em 2012, o défice tem que ser reduzido para 4.5% do PIB. No entanto, os riscos, sobretudo externos, permanecem elevados, mas também para as economias latino-americanas. Nestes riscos externos refiro, por exemplo, o desacelaramento da economia chinesa”.

Rui Constantino acrescentou que “o cenário base do Banco de Portugal aponta para uma recuperação moderada da economia baseada na procura externa, pois a procura interna reduziu drasticamente”. Isto faz com que o défice comercial esteja “a corrigir rapidamente”, uma “nota positiva”, rematou.

O debate contou também com a intervenção do embaixador do Panamá, Federico Richa-Humbert, que referiu na sua intervenção que “Portugal também tem de traçar o seu caminho, transformar-se numa plataforma para a Europa, por exemplo, através de Sines. Nós estamos do outro lado à espera disso”.

O embaixador Costa Pereira, vice-presidente da CAL, regozijou-se com a qualidade e oportunidade da iniciativa e a recepção calorosa do banco Santander Totta, disponibilizando a CAL para propostas futuras que permitam debater e melhorar as relações económicas entre Portugal e os países da América Latina.

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